sexta-feira, 27 de maio de 2011

Notícia: Americano vai à televisão anunciar que está curado do HIV

Um residente em São Francisco, na Califórnia, que em 2005 descobriu que tinha contraído o vírus HIV, deu uma entrevista a um programa de televisão reafirmando estar totalmente curado, meses depois da publicação de um estudo que sustentava que o paciente «mostrava evidências» da sua recuperação.

«Estou curado do vírus do HIV», disse Timothy Ray Brown, de 45 anos, em declarações à emissora local CBS 5, reproduzidas pela imprensa.

O caso foi revelado no ano passado, quando um grupo de investigadores da Alemanha dizia ter evidências da cura depois de utilizar células estaminais adultas.

«Os nossos resultados sugerem que o paciente ficou curado do vírus do HIV», disseram os autores do estudo publicado na edição de Dezembro de 2010 da revista científica «Blood», que ratifica um relatório anterior sobre o tema publicado em Fevereiro de 2009.

Brown teve que ser submetido a um tratamento contra leucemia mieloide e, por isso, necessitou de passar por um transplante de células estaminais de um doador que possuía um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o HIV.


Os médicos do Hospital Médico Universitário da Caridade, em Berlim, na Alemanha, seleccionaram as células estaminais do tipo CD4, que não possuem o receptor CCR5, necessário para que o vírus se propague pelo organismo.

Antes do transplante, Brown foi submetido a quimioterapia e radioterapia.

Brown teve uma recaída da leucemia 13 meses mais tarde e foi submetido a um novo transplante de células do mesmo doador. O paciente assegura não ter tomado nenhum tipo de medicação desde então.

Em 2009, o The New England Journal of Medicine informou que, após 20 meses sem tomar os anti-retrovirais, não havia sinais de HIV no seu organismo.

Os especialistas, no entanto, lembram que se trata de um tratamento custoso e «arriscado», que não pode ser aplicado em todos os pacientes e que não se trata de uma cura definitiva para a Sida.

 © Diário Digital, 18 de Maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

Notícia: Células estaminais embrionárias chegam aos doentes

É uma nova era na medicina regenerativa. A reacção foi consensual depois da notícia de que está em curso o primeiro ensaio clínico com células estaminais embrionárias para tratar lesões da coluna, e tentar dar alguma mobilidade a doentes paralisados. Ontem a biotecnológica Geron, sedeada na Califórnia, anunciou ter feito a primeira infusão num doente. O objectivo é avaliar a segurança da potencial terapia.

Rui Reis, especialista em células estaminais e director do grupo 3 B''s da Universidade do Minho, diz que o avanço é promissor: "É mesmo o início de uma nova era. Vemos os ensaios chegarem finalmente aos doentes, e num espaço muito curto de tempo", sublinha o investigador, lembrando que a eficácia da terapia em ratinhos foi demonstrada há apenas cinco anos, e que nos anos 90 não passava de uma ideia.

O primeiro doente está a ser acompanhado no Centro Shepherd, Atlanta, especializado em lesões da espinal medula, mas outros poderão submeter-se ao ensaio clínico que deverá prolongar-se por 15 anos e que nesta fase visa validar a segurança da infusão. Além de científica, ainda há uma barreira ética: é a primeira vez que se utilizam células derivadas de embriões excedentários de um processo de fertilização in vitro - que em Portugal não é permitido pela legislação, explica Rui Reis. O investigador aponta outro constrangimento para a ciência portuguesa: para chegar a esta fase, a Geron já investiu 170 milhões de dólares, sem ter posto nenhum produto no mercado. "Provavelmente o retorno será enorme, mas vai levar muitos anos, e os custos aumentam exponencialmente à medida que se avança para outras fases nos ensaios clínicos." Os doentes que participarem neste estudo têm de receber a infusão sete a 14 dias após a lesão, antes que a espinal medula comece a cicatrizar. Não é certo que recuperem, mas a esperança aumenta.

© ionline, 12 Out. 2010

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Notícia: Criopreservação permite que doentes oncológicos tenham filhos


Os tratamentos oncológicos são invasivos a todos os níveis e, como tal, prejudicam também a fertilidade dos pacientes. Por isso, os hospitais da Universidade de Coimbra apostam no congelamento de esperma e tecido ovárico, para que, mais tarde, quem se submete a radio ou quimioterapia possa ter filhos.
Em todo o mundo existem apenas 13 bebés concebidos com recurso à técnica da criopreservação. Em Portugal, estão neste momento a ser acompanhadas 14 grávidas que utilizaram o método.

A Dr.ª Teresa Almeida Santos, especialista de medicina de reprodução dos hospitais universitários de Coimbra, salienta a importância deste método reprodutivo "na medida em que, cada vez mais, os indivíduos jovens em idade reprodutiva e ainda sem filhos têm doenças oncológicas que, hoje em dia, felizmente são curáveis na maioria dos casos – mas são curáveis à custa de uma perda da fertilidade", declarou em entrevista à RTP, citada pelo site Boas Notícias.

Importa, portanto, "antes de iniciar essas terapêuticas que vão lesar a capacidade dos indivíduos de terem filhos mais tarde, guardar os espermatozóides ou os óvulos, para que uma vez completado o tratamento da doença oncológica, os pacientes possam decidir ter filhos e recorrer aos seus gâmetas", acrescenta a médica.

A nível nacional, os hospitais da Universidade de Coimbra são também pioneiros no que toca à reprodução a partir da selecção dos espermatozóides pelo seu aspecto morfológico.

© Portal de Oncologia Português

sábado, 7 de maio de 2011

Notícia: Células estaminais já são bom negócio em Portugal

Pais ansiosos estão a pagar mil euros pela conservação do sangue do cordão umbilical dos filhos, "comprando" um serviço cada vez mais procurado, mas cuja aplicação ainda não foi cientificamente demonstrada. "Uma oportunidade única que pode proteger o seu filho" ou "salve a vida do seu filho" são as frases com que duas empresas que se dedicam à conservação do sangue do cordão umbilical apresentam os seus serviços.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, Daniel Pereira da Silva, disse que cada vez mais é confrontado com dúvidas de mulheres que o questionam sobre se devem ou não recorrer a este serviço. É uma pergunta difícil de responder a grávidas ansiosas que, naturalmente, estão dispostas a tudo para proteger a saúde do seu filho. Daniel Pereira da Silva alerta, contudo, que se trata de "um investimento, com custos económicos significativos, que deve ser visto como uma potencialidade e não uma realidade".

Joaquim Silva Neves, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Maria, em Lisboa, há algum tempo que é confrontado com o pedido de grávidas para a recolha do sangue do cordão umbilical após o parto.

O número de pedidos, aliás, não pára de aumentar e sobre a colheita este médico não levanta qualquer objecção. No entanto, alerta para as poucas hipóteses de sobrevivência das células estaminais que, durante o corte do cordão, tendem a migrar para o bebé. "Podemos recolher sangue e não estar lá nenhuma célula estaminal", disse.

 © Jornal de Notícias

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Notícia: Cientistas criam rim humano a partir de células-tronco

Cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, anunciaram a criação de rins humanos a partir de células-tronco. Segundo o site do jornal britâncio Daily Mail, a descoberta pode resultar no transplante de órgãos desenvolvidos pelo próprio paciente, evitando os riscos de rejeição.

Os órgãos foram criados em laboratório utilizando o líquido amniótico humano e animal. Os cientistas afirmaram que os rins apresentam meio centímetro de comprimento, o mesmo tamanho do órgão encontrado num feto.
 
O fisiologista Jamie Davies, professor de anatomia experimental na Universidade de Edimburgo, disse que a ideia é começar com células estaminais humanas até produzir um órgão em funcionamento. "Parece um pouco de ficção, mas é ciência", disse.
 
A esperança do especialista é que, com nova técnica, os médicos possam recolher o líquido amniótico, que envolve o embrião no útero, quando o bebé nasce. O líquido deve, então, ser armazenado para que possa ser utilizado para criar um órgão compatível caso a pessoa desenvolva uma doença renal na vida adulta. "O custo do congelamento das células é bem menor do que manter a pessoa em diálise", disse o professor.
 
Segundo os estudiosos, a criação de um órgão com células-tronco do próprio paciente resolve o problema de ter que usar drogas poderosas para tentar evitar que o organismo rejeite o rim de outra pessoa. Para o professor Davies, a nova tecnologia pode estar pronta para uso nos seres humanos em torno de 10 anos.
 
A descoberta será apresentada oficialmente no Festival de Ciência de Edimburgo neste mês.

©Terra, 12 de Abril de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Notícia: "Estudo mostra células estaminais podem reparar defeitos ósseos"


Um estudo publicado na revista «Tissue Engineering» demonstra que as células estaminais do sangue do cordão umbilical podem ser usadas na reparação de defeitos ósseos causados por traumatismos, infecções, tumores ou malformações congénitas, disse hoje fonte universitária.
O cientista Rui L. Reis, investigador da Universidade do Minho, director do grupo 3B´s e do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa e um dos membros do corpo editorial da publicação, adiantou à Lusa que, no estudo realizado em ratinhos, «testou-se a capacidade de diferenciação osteogénica (em células ósseas) e de formação de osso».

Essa diferenciação - frisou - foi conseguida no laboratório do Shanghai 9th People's Hospital, na China, «a partir de células estaminais mesenquimais de sangue do cordão umbilical, um tipo de célula que se pode transformar por exemplo em osso, cartilagem ou gordura».

© Portal NETMADEIRA

Curiosidades

Para que as células possam ser administradas num organismo tem que se proceder a vários testes e a um rigoroso processo de purificação. A pluripotência destas células pode ser inconveniente, se a amostra não se encontrar totalmente purificada. A presença de células estaminais indiferenciadas pode dar origem a tumores. No entanto, estes métodos de purificação ainda não se encontram totalmente aperfeiçoados.

O organismo tem a capacidade de regenerar tecidos, como por exemplo:
No coração verifica-se a existência de células estaminais endógenas com capacidade de reparação local em menor escala. São produzidas em pequenas quantidades pelo coração humano. Estas células podem ser utilizadas através das técnicas de aplicação das células estaminais como método terapêutico melhorando assim a função cardíaca.